terça-feira, 11 de julho de 2017

Resenha - O DESPERTAR

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Resenha – O Despertar (The Awakening, em inglês)

Lançamento: 17/2/12

Duração: 1h47’

Nacionalidade: Britânica

Direção: Nick Murphy

Roteiro: Nick Murphy e Stephen Volk

Elenco: Rebecca Hall (O Retrato de Dorian Gray – 2009), Dominic West (Centurião – 2010), Imelda Stauton

Obs.: disponível na Netflix.
            Em 1921, a cética Florence Cathcart dedica-se a desvendar e desmistificar fenômenos paranormais à luz da ciência e da lógica, quando recebe o convite para investigar aparições do suposto fantasma de um garoto assassinado e que estariam ligadas à morte de outro menino, num internato da Inglaterra. Nessa época a Europa está ainda traumatizada e curando as feridas da Primeira Guerra, as pessoas estão entristecidas e brutalizadas e tendem a ser cruéis, sobretudo com aqueles que dependem delas, como no caso dos alunos em relação aos seus professores (a maioria deles doentes, doentios e excessivamente enérgicos), diretores e demais funcionários. Há também o clima de tensão entre o professor Robert, veterano de guerra e o zelador que, simulando deficiências, não foi à guerra. Uma vez lá, a princípio ela é bem sucedida em encontrar explicações lógicas para alguns dos fenômenos e até desvenda a causa da morte do estudante – um ataque de asma, após uma crise de pavor -. Entretanto, novos acontecimentos a encaminham para a aceitação da existência do sobrenatural. E, uma vez que ela aceita e passa a investigar os acontecimentos paranormais e não tentar desmistifica-los o filme nos conduz a um desfecho surpreendente, conforme ela mesma traduz com a sua fala, num diálogo com o professor Robert: “Só vemos o que precisamos ver”. Muito ao estilo de outro grande filme: SEXTO SENTIDO (filme americano de 1999, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, que tem no elenco Bruce Willis e Haley Joel Osment).

            As locações do filme foram muito bem escolhidas, tanto o prédio em que escola funciona quanto a região em que está situado são de muita beleza, o enredo às vezes se perde e nos deixa um pouco perdidos também, não há uma explicação prévia para a mudança que levará àquele final surpreendente, a gente acaba por ter a sensação de que viu dois filmes em um e, neste caso, o primeiro ficou mal acabado e o segundo começou quase do nada, o que não o classifica como um filme ruim, ao contrário, é um filme muito bom com um roteiro um pouco confuso. Tem em seu elenco a excelente Imelda Stauton (Oscar de Melhor Atriz e Globo de Ouro – ambos em 2005) a Dolores Umbridge de Harry Potter e Ordem da Fênix (2007) e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (2010)
Li algumas críticas ao filme, críticas estas feitas por especialistas que tem uma visão acadêmica que eu não tenho. Eu sei dizer apenas se e porque gostei ou não gostei e, deste, eu gostei e recomendo. E porque gostei? Porque não tem cenas de sangue e corpos mutilados, porque o terror é muito mais implícito e sugerido do que propriamente mostrado e nos apresenta um final (ou finais, porque até às últimas cenas cremos num desfecho e nos deparamos com outro) surpreendente.
                Uma excelente e harmoniosa semana a todos, com muitos finais surpreendentes e felizes.

4 comentários

  1. Muito bom Francisco, excelente resenha me interessei em assistir o filme, parabéns.

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    1. Olá, Renato. Obrigado, espero que goste do filme também. Abraços!

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  2. Gostei bastante da sua resenha, suscinta e direta. O filme parece interessante, mas tenho um pouco de medo do terror psicológico em si. Muitas vezes são histórias lendas, é meio sonolenta. Como Anabele e a Bruxa.
    Mas acho que mesmo assim, vou dar uma chance para a produção rs.
    Att
    Ayllana Ferreira (cdc universogemini.wordpress.com)

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